segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Entrevista com o escritor Emerson Luiz

Vamos conhecer um pouco sobre Uma História Venturosa? Leiam e envolvam-se nessa agradável entrevista com o autor Emerson Luiz

Por que eternizar a vida de uma cidade?

         Já diz o ditado que “recordar é viver”.  A cultura é um bem imaterial e deve ser preservado e a cidade de Venturosa, embora tenha um grande número de artistas, poetas e fatos importantes em sua história, não possuía nenhum relato sobre isso. Muito do que se sabe hoje sobre os primeiros anos da cidade vem de relatos orais das pessoas que presenciaram sua história, e essas pessoas já tem certa idade. Preservar a história de uma cidade é também preservar sua cultura e sua identidade.

"Uma História Venturosa: de vila à cidade" é um fruto de quantos anos? 

         O desejo de escrever sobre a história do município surgiu na faculdade, mas daí até conseguir encontrar fontes confiáveis, colher depoimentos e realizar entrevistas para dar inicio a esse projeto se passaram quase dois anos.

O que um escritor precisa para se sentir realizado?

         Como você também escreve deve concordar com o que vou dizer. Um escritor precisa ser lido. Admiramos a genialidade de Kafka, mas não queremos seguir seus passos a risca. Ele só foi lido depois de morto! Não digo que desejamos notoriedade ou fama, mas a realização é conversar com alguém que diz: “Li o seu livro e gostei”. Meu primeiro livro foi um romance com um final não muito convencional. As pessoas diziam: “Gostei da história, mas o final poderia ser diferente”. São críticas legais porque mostram que a leitura cumpriu seu propósito, mesmo não tendo agradado a todos.

Qual a maior dificuldade para conseguir registros para completar a obra?

          Sem dúvida o encontro de fontes primárias. Venturosa não tem tradição de preservar sua memória. Então encontrar documentos, cartas e fotografias que correspondessem ao período estudado não foi  fácil.

O que fazer de um homem um escritor?

          Não sei ao certo como responder a essa pergunta. Escrever é comunicar o que se sente, é se desnudar diante do outro de uma forma muito intensa já que você expõe por meio de palavras o modo como pensa e se relaciona com o mundo. Todos tem o desejo de comunicar o que sentem e pensam, mas nem todos  tem essa coragem ou se sentem aptos para isso. O escritor e o artista em geral, é uma pessoa que tem o desejo comunicar seu pensamento ao mesmo tempo em que questiona a realidade à sua volta. Fazemos isso desde o tempo das cavernas e bem antes que surgissem as primeiras letras.

Qual depoimento mais interessante você incluiu no livro?

           Essa resposta eu vou deixar para os leitores! O livro conta com vários depoimentos e fatos interessantíssimos. Veja bem, ainda na época da primeira povoação, antes mesmo de ser elevada a categoria de vila, foi encontrado o registro de um pequeno fazendeiro que possuía escravos. O pensamento dominante é que escravos só poderiam ser comprados pelos grandes fazendeiros, mas a história mostra que não era bem assim. Caso pesquisemos a fundo, veremos que o preconceito racial terá raízes profundas nas pequenas famílias rurais também.

Como você vê o espaço para os escritores nacionais?

           Sofremos por uma herança maldita. O brasileiro em média não lê. Quase 70% dos brasileiros com mais de 35 anos nunca leram um livro! Nosso país é recordista em analfabetismo funcional, pessoas que leem e não conseguem interpretar o que foi lido, então é difícil para alguém despontar nesse meio. O grande desafio hoje não é publicar, esse é o terceiro livro que publico de forma independente, o difícil é conquistar leitores e ganhar visibilidade.  Nossa imprensa não abre espaço para novos autores e as feiras literárias são restritas aos grandes centros urbanos. Se você tem o sonho de tornar-se escritor e não possui “padrinhos” no meio editorial o caminho é árduo.
Outra coisa que quero destacar é o péssimo hábito que temos de ler apenas quem é notícia. A maioria dos livros que mais vendem são os que são comentados pelos chamados formadores de opinião. A trilogia 50 tons de cinza é um exemplo disso. Eu proponho que as pessoas procurem autores fora dos mais vendidos de Veja. Na maioria das vezes terão surpresas agradáveis!

Quero então agradecer pela oportunidade de divulgar meu trabalho neste blog e desejar a você muita luz em seu caminho.


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