sábado, 7 de setembro de 2013

Entrevista com o escritor Robson Gundim

Quem já pensou em viajar Entre o Céu e o Mar?
Então aproveite para curtir a entrevista com o escritor Robson Gundim e conhecer um pouco sobre essa magnífica viagem.


Como surgiu a ideia de escrever esse envolvente romance, Entre o Céu e o Mar?

          A ideia surgiu a partir de um sonho. Na realidade, sempre gostei muito de livros, e a leitura diária me proporcionou muitas ideias. Outros fatores também contribuíram para a influência, como por exemplo, outros livros, desenhos, jogos e filmes. Sempre adorei a sétima arte, e alguns jogos causaram em mim um grande impacto na época em que dei início ao romance. Na introdução do livro, há, inclusive, uma nota especial, abordando as referências e porque são tão importantes a ponto de merecerem destaque. Livros como “Drácula”, “A ilha do tesouro”, “O último dos moicanos”, “Tarzan”; jogos como “Castlevania”, e filmes clássicos de Sergio Leone e outros de Quentin Tarantino, me ajudaram muito.

O que te inspira a escrever?

        Tudo me inspira. De verdade. Acredito que todos os escritores aproveitam cada momento de suas vidas em prol da escrita – seja o momento difícil, árduo, feliz ou mesmo derradeiro. Posso ressaltar como nota a minha paixão pela literatura e pelo cinema, que geralmente agem na minha consciência como uma bíblia. Também desenho. Ilustrei os três volumes de ENTRE O CÉU E O MAR, e isso impulsionou bastante o projeto. Não devo deixar de falar sobre o amor pela arte de desenhar, que sempre me ajudou.
Quanto tempo levou para deixar Entre o Céu e o Mar pronto para ser publicado?
É uma história longa, mas empunho enorme respeito a ela. O processo criativo de ENTRE O CÉU E O MAR foi delicado, primeiro porque eu precisei pesquisar muito, e como eu era muito jovem quando iniciei a trama, precisei amadurecer meu vocabulário e ler mais, até conseguir desfechar o romance definitivamente. Foram, no total, dez anos de história. Iniciei através de rabiscos em meados de 2002 – foi nessa época que a série Castlevania agiu de um modo avassalador na minha mente! E desde então fui escrevendo, lendo, desenhando e aprimorando... Foi muito gostoso e inesquecível (apesar de alguns pesares). Houve muitos interstícios, por onde foram realizados novos projetos, mas nunca deixei de dar atenção ao livro. Em fevereiro de 2012, coloquei o ponto final. E em julho do mesmo ano, dividi o livro em duas partes e publiquei a primeira na editora multifoco.


Quando chega aquele momento que falta inspiração, ou bate o desanimo, o que você faz para mudar esse estado de espirito?

         Excelente pergunta. Todo mundo que escreve passa por esse pesadelo, desde os autores iniciantes até os mais reconhecidos. Eu aprendi a escapar desse pesadelo através de algumas técnicas que coletei com amigos, e outras que eu mesmo adotei. Como eu havia dito, escrevi o livro sem pressa, o que de certa forma foi positivo, pois tudo foi feito com diplomacia. Recordo-me que tive um bloqueio na reta final do romance – mesmo já tendo o argumento prontinho – e isso me deixou preocupado. Na realidade, sempre que começo a escrever, deixo anotado em pormenores uma série de ocorrências que complementarão a trama, e isso é muito bom, pois me serve como uma direção, e quando caminhamos sobre um caminho cujo destino já se mantém traçado, facilita demais. A autora Lycia Barros também me ajudou muito, passando-me algumas de suas preciosas dicas e compartilhando um pouco da sua experiência. Passei a ignorar tudo que me incomodava no percurso da escrita, e simplesmente prossegui. Quanto mais você escreve, mais você se aperfeiçoa. Ler é essencial, mas escrever mais é a verdadeira chave para a porta do sucesso. Sempre estipulo uma meta, como por exemplo, escrever um capítulo por dia. Hábitos como esse nos eleva bastante. Geralmente escrevo a mão, em um caderno especial dedicado ao livro, utilizando canetas azuis e pretas. Quando passo para o computador, as informações triplicam e eu posso inserir ou deletar qualquer detalhe no texto. E desenho também, fazendo o possível para dar vida ao personagem (visualmente falando). Praticar, ler e escrever com mais frequência. É o meu escape. Utilizando esses métodos, nunca mais fui perturbado por um bloqueio.

O personagem Annette, é reflexo de algum sentimento guardado?

         Abordei essa questão interessante numa outra entrevista, ressaltando que a Annette pode ser interpretada como a imagem da verdadeira “mulher guerreira”. Não se trata unicamente da força ou da coragem, mas também da seiva; da alma. Ela é a personificação dessas e de outras inúmeras qualidades, embora possua, é claro, suas fraquezas e defeitos. Annette é o pássaro que num bater de asas procura e acha um novo verão. É a flor que brota no campo da vida. É representação da mulher.

O que você deseja passar para o leitor com Entre o Céu e o Mar - Uma odisseia além do oceano? Como surgiu esse título?

         “Uma odisseia além do oceano” foi o primeiro volume a ser publicado. O segundo (que contêm duas partes), chama-se “Nos montes da Inocência”. São diferentes no que diz respeito aos personagens, que amadureceram no decorrer do tempo. No primeiro livro, conferimos uma aventura envolvendo Annette e Vasseur Legrand desbravando os mares do caribe em um navio pirata. É um livro que entretém mais. Bem movimentado, cheio de ação, diálogos rápidos e um final cheio de surpresas e reviravoltas. No volume mais novo “Nos montes da inocência”, que está sendo lançado na Bienal do Rio, mergulhamos no passado dos personagens, descobrimos mais sobre Annette e a sua inocente infância antes de se tornar pirata, e conferimos os motivos que a levaram a se tornar uma valquíria dos mares. Ao mesmo tempo, acompanhamos o amor proibido que ela viveu ao lado de Richter Belmont. Embora possuam suas próprias tramas e metodologias, os dois volumes são enriquecidos por desenhos e belas mensagens, que retratam a importância da família, da irmandade e lealdade. O título foi escolhido para evidenciar o pivô do romance; a liberdade. ENTRE O CÉU E O MAR caracteriza tudo aquilo que está em torno de nós, e devemos nos lembrar que TUDO ao nosso alcance, pode ser ALCANÇADO com a luta e o suor.

Agora depois do livro publicado, como você vê o mundo literário?

           Como o meu novo mundo, sem o qual eu jamais seria capaz de sobreviver! (rsrs) É uma sensação boa, até demais para ser descrita em meras palavras. ENTRE O CÉU E O MAR me fez dar um mergulho na alma. É muito gratificante saber que há uma história minha circulando por ai, fazendo parte de outras vidas e sendo projetada por outros olhos. O mundo literário sempre fez parte da minha vida, e agora, com toda certeza, ficará guardado na minha história.

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