domingo, 1 de dezembro de 2013

Entrevista com o autor Sergio Carmach

E para iniciarmos o domingo, resolvi posta a entrevista que fiz com o escritor de Para sempre Ana. História linda e envolvente. 
Acompanhe nosso bate papo e se apaixone por essa emocionante aventura em Três Luzes.



Por que escrever?

Olá, Iris. Em primeiro lugar, agradeço a oportunidade de estar aqui compartilhando um pouco de mim e de minha obra com seus leitores. Bem, respondendo à primeira pergunta, eu diria que escrevo para ter e proporcionar prazer (e quem não faz isso? rsrs). Infelizmente, nem sempre o autor consegue satisfazer a si próprio e ao leitor com um texto, e a tentativa de fazer essa adequação talvez explique o mercado editorial entulhado de mesmices. Se me vejo diante do conflito entre ter e proporcionar, fico com o primeiro, pois acredito que as melhores obras (e as mais originais) brotam de escritores fieis a si próprios e que ousam desafiar a pasmaceira reinante na literatura estritamente comercial.

Para Sempre Ana fala de um amor perdido no tempo? O que a trama deseja passar para o leitor?

No decorrer da história, o leitor descobre que nela não há apenas um amor, mas uma intrincada cadeia de amores envolvendo os habitantes da pequena Três Luzes. A trama, porém, não está centrada nisso. A meu ver, o interessante é perceber as máscaras de cada personagem caindo uma a uma, é ver como alguns conseguem amadurecer em meio ao sofrimento, é notar que todos têm o bem e o mal dentro de si, é captar as entrelinhas da história...


O que você sente ao saber que alguém leu sua obra, gostou e indicou?

Se alguém digitar no Google as tags “Para Sempre Ana” (entre aspas) e “surpreendente”, verá uma grande quantidade de resultados, pois muitos leitores e blogueiros literários, gostando ou não do livro, classificam a obra com esse adjetivo. Eu prefiro surpreender a agradar, embora seja ótimo ver o leitor terminar a leitura agradavelmente surpreendido. Mas livros não devem ser escritos para agradar de forma unânime; os que têm essa característica são, em geral, medíocres, pois costumam apostar em fórmulas óbvias e estruturas simples.

Quando você escreve, onde encontra inspiração?

Inspiração é algo que não dá para explicar. Surge inesperadamente em qualquer lugar e a qualquer hora, muitas vezes sem uma fonte identificável.



Para Sempre Ana é um livro delicado e a história fica em nossa memória. É muito agradável a leitura. Em quanto tempo finalizou a obra?

O livro foi iniciado em 2000 (primeiras 80 páginas), retomado em 2008 e finalizado cerca de um ano depois. Quando terminei, o universo retratado no livro não parecia uma criação minha. É como se a magia que sinto envolver Três Luzes e seus personagens tivesse sempre existido em algum lugar.

O que você acha do mundo literário?

O mercado literário independente é muito aberto e, por isso, lança uma grande quantidade de obras ruins, mal revisadas e com temas batidos. Mas as pequenas e médias editoras também brindam os leitores com ótimos livros. Um excelente título que estou lendo atualmente é O Sincronicídio, de Fabio Shiva. A publicação é de primeira qualidade em todos os sentidos, inclusive no aspecto gráfico. Eu diria que o mercado independente é um grande mar com ilhas de talento. Ao leitor que navega por essas águas cabe deixar de ser um náufrago e encontrar a terra firme.

Quais as vantagens e desvantagens em dar uma cópia de seu livro em PDF?

Quando a editora é incapaz de fornecer seu livro a preços competitivos, vale a pena dar o PDF como forma de divulgação. Muitas pessoas tiveram contato com Para Sempre Ana assim. A desvantagem é a possibilidade de ser pirateado, mas isso não me incomoda nem um pouco. Só não admito uma coisa: que usurpem a autoria dos meus textos (mas isso é básico, né?).

Onde comprar o livro Para sempre Ana?
Nas grandes livrarias virtuais.


Obrigada, Sergio!



Eu que agradeço a oportunidade, Iris. Espero ver os leitores expandindo seus horizontes e se aventurando cada vez mais em leituras menos óbvias que as encontradas aos montes nas livrarias comerciais. Feijão com arroz é um prato simples e gostoso, mas ficar só nisso não está com nada! Um grande abraço!