sábado, 10 de maio de 2014

Entrevista com o autor Elton da Fontoura

         Você gostaria de conhecer um super-herói que pode realiza sonhos?
Então, dá uma lidinha nessa entrevista que fiz com um escritor, super gentil e atencioso que conheci há poucos dias. Elton da Fontoura que, escreveu Gênio de Rua - Um Filme de Letras.




1 – Uma artista plástica, uma herança e um suicídio! Requisitos bastante atraentes para uma estória que, já me chamou bastante a atenção… Esse é seu primeiro livro?
Este é o meu primeiro livro. Gênio de Rua – Um Filme de Letras, será uma trilogia. Gênio de Rua 2 – O Filme de Letras Continua, já está no capítulo 8.
Quanto ao prólogo da pergunta, o Delegado Oto Sinegal, o autor do “latrocídio”, tem como norma, procurar chifres em cabeça de cavalo, e quando não os encontra, por convicção, arranja um jeito de coloca-los.
Outra característica de sua larga experiência, sem exceção, é considerar que no ato de um crime, o meliante leva muito da vítima, às vezes até a vida, mas sempre deixa um pouco de si. Estes são os obscuros rastros de raciocínio.
Mas no Balneário Kaburé, que por conveniência foi transferido, suas teorias foram suplantadas pela prática de quem não possui os ossos do ofício.
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2 – No livro, Gênio de Rua - Um Filme de Letras, quando você fala em outra dimensão, está se referindo a física quântica ou a religião?
Nenhuma uma, nem outra. Não conheço suficientemente a física quântica para associar a palavra dimensão, e não tenho religião para vinculá-la a dogmas de uma crença ou seita. Na trama de Gênio de Rua, dimensão é literalmente o mundo dos desencarnados.

3 – Como pode um super-herói, salvar sonhos? Nós conhecemos heróis que salvam pessoas, salvam animais, alguns tentam até salvar o mundo, mas… Sonhos? Como Calisto consegue tal poder? Ok, ok… Não desvende o mistério do livro, mas por favor, nos desperte ainda mais a curiosidade.
Em uma das inúmeras imagens de marketing que criei, está escrito:
“Surge um super-herói com um só poder. Sua missão? Realizar sonhos! Você gostaria que ele existisse?”
Particularmente criei este arquétipo, porque tenho absoluta certeza que o super-herói que irá salvar o mundo, não de alienígenas, monstros, ou personagens do tipo, mas de nós mesmos, da necessidade de poder, da ganância, da crueldade e injustiças, da ordem mundial tão alardeada, da dominação dos Illuminati, e tantos outros disfarces, jamais existirá. No entanto, heróis similares ao Gênio de Rua, com um único poder, poderiam existir na vida real. Posso até admitir que, parcialmente, até existam, mas não com a mesma missão de Calisto, do jeito que ele procede, pensa ou deseja. Por isso, o Gênio de Rua é um gênio de rua.









4 – E no meio de todos os acontecimentos, eis que surge uma paixão, agora sim, a estória está ficando ainda mais emocionante. Nos fale um pouco sobre a paixão de Calisto por Briane.
No princípio existe Quiara, que sai da estrada por força maior, algemando o amor entre ela e Calisto. Algumas páginas depois, surge Briane, a Piquininha, e uma dualidade no coração dele, naturalmente acontece. Assoma-se a estes encantamentos, Ester, formando um triângulo com dois vértices sólidos, e o terceiro, a fixação por um fetiche incomum.
É quase vulgar, super-heróis enfraquecerem diante das “kriptonitas” que por vezes, assolam do nada, ou quando alvejados em seu calcanhar de Aquiles!
Lá pelas tantas, por necessidade, sobe ao palco, Miandra. Essa nunca foi levada a sério por ele, mas sua atuação foi tão importante, a ponto de ter sido a personagem que mais gostei de escrever. Se o Gênio de Rua não fosse uma trilogia, meu próximo livro seria protagonizado por Miandra, a jurídica meretriz que acende velas para amantes opostos.


5 – Nióbio, é a tão misteriosa riqueza do Brasil, não é? Minério esse que é quase uma lenda para a massa… Conte-nos um pouco sobre essa riqueza escondida, explorada por poucos.
Quando escrevia o sexto capítulo, eu ainda não sabia exatamente quem seriam os vilões, e o que fariam. Negava-me terminantemente a envolver na trama, delitos corriqueiros, já tão explorados, principalmente nas novelas da Globo. Foi então que do além, recebi um E-mail contendo um vídeo emblemático.
Ao abrir, o interlocutor questionou: Você conhece Nióbio? Eu respondi que não! Após assisti-lo atentamente, falei a mim mesmo: Não acredito!
Vocês acreditariam se ouvissem que o Brasil é o único exportador de Nióbio do mundo? Que possui 98% das jazidas existentes no planeta? E o pior, que o governo brasileiro contrabandeia este valiosíssimo minério, desviando verbas, e transformando o lucro em benefício próprio, ao invés de sanar os problemas  do seu próprio povo?
Ao invés de ignorar, como muitos que conversei após esta data, eu fui atrás. No Google e no YouTube, há dezenas, aliás, não me excedo se escrever, centenas de informações sobre o Crime do Nióbio, inclusive com o detalhamento das localidades e a denominação dos envolvidos.
Então pensei, cá com meus botões: Se em Minas Gerais, Roraima, Goiás e Amazonas existe Nióbio, porque não acordar a ficção e trabalhar a ideia de que na Estação Ecológica de Taim, vizinha ao fictício Balneário Kaburé, principal cenário da estória, também exista? Pronto, transformei Taim, em xerox do que acontece nos outros estados. Gênio de Rua tornou-se o primeiro e único romance da história deste país, a delatar o crime do Nióbio.


6 - Como você vê o mundo literário?
Agora adentramos em terreno perigoso, campo minado!
A pergunta refere-se ao mundo literário. Eu colocaria um prefixo neste mundo: Submundo!
Eu não o conhecia antes de junho de 2013, mês e ano que concluí Gênio de Rua. Já havia me conscientizado que não seria fácil publicá-lo, mas nem por um segundo, julguei ser quase impossível.
Venho me infiltrando no meio literário aos poucos. Ninguém me chamou, mas piso neste chão, devagarinho. Coloquei meu bloco na rua, mas atravessei a avenida correndo, e parei na apoteose. Gosto das analogias literárias, elas parecem atenuar a densidade que paira no ar.
Me vinculei a grupos “oba oba”, que insistem em tapar o sol com a peneira. Do prólogo direto ao epílogo.
A situação do Escritor brasileiro é no mínimo caótica, segundo o meu diagnóstico. Não há na vida prática, moeda que o cara e coroa, seja apenas bom ou apenas ruim. Mas há uma tendência, e às tendências geralmente não permitem que o lado oposto fique em destaque. Parece que o ruim está sempre evidente. Parece!
A consequência destes distúrbios literários forçam as Editoras a importarem literatura. Elas precisam pagar seus encargos. E por quê?
Porque o mercado de leitores exige os estrangeiros, ou os tradutores, como queiram. E por quê?
Porque uma grande parcela dos autores nacionais, deslumbrados, sem o devido preparo, escrevem um livro do jeito que sabem, e, por não serem, logicamente publicados, anseiam imortalizar seu nome e sua obra, apelando para a auto publicações ou Editoras sob demanda, que visam unicamente, o dinheiro do novo autor, sem apegarem-se a critério algum de avaliação.
A consequência deste emaranhado é a invasão de literaturas imaturas, mal escritas, enfestadas de erros, meros literatos. Ao chegar às mãos de leitores generalizadores ou não, o Escritor brasileiro acaba sendo pré conceituado de medíocre.
É lógico que nos bastidores, o problema é bem mais complexo. Eu ainda não visitei os camarins, e não tenho a mínima ideia se algum dia terei esta oportunidade, mas da plateia, onde estou, é possível visualizar uma fatia do “drama da trama” que se se alastra como bola de neve.

7 - Onde podemos encontrar seu livro?
À venda no Clube dos Autores. Neste site, o Escritor publica gratuitamente suas obras e atribuem seus direitos autorais. Eu zerei os meus para que o preço final torne-se mais barato.
Outro fator que levo à risca é o fato de excluir a obra e republicá-la. Esse é o problema que falei na pergunta anterior. O Clube dos Autores é uma Editora sob demanda. O livro ali publicado, não sofre nenhum critério de avaliação. É de responsabilidade do Escritor, mantê-lo atualizado.
Se excluir e voltar a publicar torna-se uma “edição”, Gênio de Rua – Um Filme de Letras já está na sexta. Alertado por mim ou leitores, eliminei noventa e nove por cento dos erros que ele continha. Lapidei em constantes releituras. Acredito que este deveria ser o procedimento, para atenuar as imaturidades dos novos autores.
Para conhecer os sete primeiros capítulos, o máximo que pude disponibilizar, acesse o link:

Criei o Book Trailer e o postei no YouTube:
Quanto ao Blog, seria interessante conhecê-lo após a leitura, mas se preferir conhecê-lo agora: